Mariza participa em tributo a Amália

de Luis Miguel Pereira
www.onoticiasdatrofa.pt, 16 de Novembro de 2009


No ano em que se assinala o décimo aniversário do falecimento de Amália Rodrigues, o Multiusos de Guimarães recebe um espectáculo único em que a grande diva do fado será homenageada.

Mariza, Rui Veloso, Paulo de Carvalho, Carminho e Ricardo Ribeiro cantarão os grandes sucessos de Amália, numa grande produção da Audioveloso. "Estranha Forma de Vida", "Barco Negro", "Povo Que Lavas no Rio", "Casa Portuguesa", "Gaivota" e tantos outros êxitos da consagrada fadista farão parte do espectáculo, único e imperdível, agendado para o dia 5 de Dezembro (22 horas).

Preço dos Bilhetes: Plateia Vip 25,00€ - Plateia 20,00€ - Bancada:20,00 €



Álbum de Mariza eleito um dos melhores da década

www.diario.iol.pt, 24 de Novembro de 2009

Jornal «The Times» coloca «Fado Curvo» na sexta posição da lista dos melhores dos últimos dez anos.


«Fado Curvo», da fadista Mariza, está entre os melhores discos da década, conclui o jornal «The Times». Segundo a mesma publicação, a artista portuguesa pegou numa «música antiga e desacreditada» e tornou-a «contemporânea e sexy».

«Bastou uma aparição no programa de televisão Later With Jools Holland para fazer dela uma estrela», escreveu o «The Times», que elegeu «Fado Curvo» como o sexto melhor disco lançado esta década.

Da lista divulgada pelo jornal constam os álbuns de artistas como Lhasa (em terceiro lugar, com «The Living Road»), Amadou & Mariam (na segunda posição, com «Dimache A Bamako») ou Tinariwen (os vencedores, com «The Radio Tisdas Sessions»).

Mariza vista pela imprensa estrangeira

www.noticias.sapo.pt, 21 de Novembro de 2009

Pergunte-se de Norte a Sul de Portugal, dificilmente alguém não saberá quem é Mariza. E lá fora?

Há muito que o nome Mariza deixou de soar apenas por terras lusas. Quase desde o início da sua carreira que Mariza se lançou além fronteiras. O primeiro disco, “Fado em Mim” foi editado em 32 países. Nenhuma editora portuguesa quis arriscar, naquela altura, na artista. No entanto, uma editora holandesa, a World Connection, decidiu apostar na fadista editando o seu primeiro disco em vários países. Mariza partia à conquista do Mundo.

Lá fora, Mariza é descrita como a “embaixadora do fado no mundo”. A menina que começou a cantar aos cinco anos na taberna dos pais, que cantou em bares e casamentos e se tornou uma cara conhecida no programa Herman SIC está agora nos maiores palcos de todo o Mundo. Já actuou no Central Park, na Ópera de Sidney, no Royal Albert Hall de Londres, na Ópera de Frankfurt e no Carnegie Hall de Nova Iorque. Em 2007, o arquitecto Frank Gehry transformou o Walt Disney Concert Hall, em Los Angeles, numa taberna portuguesa para um concerto único de Mariza.

A “rainha portuguesa do fado”

A imprensa estrangeira descreve-a como uma figura esguia, franzina, de olhos grandes e vestidos armados que domina uma sala. Mas acima de tudo foi a voz de Mariza que conquistou o público e a imprensa internacional, unânimes em descrever a artista como a nova voz do fado em Portugal.

A edição de Março deste ano da afamada revista musical "Rolling Stone" chama a Mariza “a rainha portuguesa do fado”. Um pequeno texto falava do seu mais recente álbum, “Terra”, descrito pela imprensa estrangeira como um passo da artista para além do fado. A BBC descreveu “Terra” como um disco que não abandona as raízes mas estende a mão a “influências musicais mais amplas”. Já o britânico “The Guardian” reconhece a Mariza, “ a jovem diva teatral portuguesa”, o mérito de ter trazido para o fado uma audiência global. Para o estação norte-americana CNN o maior êxito de Mariza foi “modernizar” o fado para uma nova geração que, quer em Portugal quer no estrangeiro, estava desligada desta realidade.

Mariza é hoje a mais internacional das cantoras portuguesas. Da Holanda aos EUA, da Austrália ao Japão (onde se estreou este ano), Mariza já levou Portugal a locais onde nunca tínhamos estado: foi a primeira artista portuguesa a ser nomeada para os Grammys latinos, actuou em míticos programas televisivos, como o Late show with David Letterman ou o Later with Jools Holland.

Na já longa lista de prémios e distinções, aparece este: foi nomeada há uns anos embaixadora do Instituto de Turismo de Portugal. Percebe-se porquê. Mariza parece representar o melhor de dois mundos: o Portugal tradicional e o Portugal moderno. Haverá melhor cartão de visita?

Mariza comemora primeiro aniversário da CGD no Brasil

de Diário Digital / Lusa, 19 de Novembro de 2009

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) assinala um ano da retoma da actividade no Brasil com uma apresentação da artista portuguesa Mariza, em São Paulo.

A CGD reiniciou as suas actividades no Brasil no primeiro trimestre deste ano, com o objectivo de, até 2012, estar entre os 50 maiores bancos no mercado brasileiro.

O Banco Caixa Geral Brasil S.A iniciou operações com capital de cerca de 40 milhões de euros, proporcionando financiamentos de projectos e comércio exterior, operações de câmbio, assessoria a fusões e aquisições.

A apresentação de fadista, uma "das mais respeitadas artistas de Portugal na actualidade" será a 26 de Novembro, informa a instituição financeira em comunicado. Mariza apresentará o espectáculo "Terra", resultado de seu mais recente projecto e que já foi apresentado em mais de 100 palcos de 20 países. "Mariza é uma artista de fado, mas incorpora outros ritmos nos seus trabalhos que são marcados por misturar o tradicional com os elementos mais modernos da música mundial", refere o comunicado.

Mariza leva o fado a Nova Iorque

www.diario.iol.pt, 2o de Novembro de 2009

A fadista portuguesa Mariza canta este fim-de-semana, em Nova Iorque, no Carnegie Hall, juntamente com a cantora afroperuana Eva Ayllón e com o pianista cubano Gonzalo Rubalcaba, noticia a Lusa.

Em declarações à Agência Lusa, Tobias Tumarkin, vice-presidente da Columbia Artists Management, da organização, sublinhou que o «concerto em Nova Iorque é único e foi concebido especialmente para o Carnegie Hall. Não há qualquer outro deste tipo nesta tournée». Sobre o dueto, o mesmo responsável sublinhou que «Eva e Mariza nunca actuaram juntas mas ambas são boas conhecedoras do trabalho da outra e estão entusiasmadas por partilharem o palco pela primeira vez», indicou Tumarkin.

Considerada embaixadora do fado em todo o mundo, Mariza apresentará ao público nova-iorquino temas do seu disco «Terra» (2008), o sexto da sua carreira.

No concerto no Carnegie Hall, «Mariza e os seus amigos», como refere a agência EFE, terão como convidados Eva Ayllón, nomeada para um Grammy Latino na categoria do melhor álbum folclórico, e o virtuoso cubano Rubalcaba. Com este espectáculo, Mariza encerrará a sua segunda digressão aos EUA este ano, totalizando 10 concertos de costa a costa no país.

La cantante portuguesa Mariza en el Carnegie Hall

por Agencia EFE, 19 de Noviembre de 2009

La cantante portuguesa de fado Mariza retorna a Nueva York este fin de semana para presentarse en el Carnegie Hall de Nueva York, junto a la cantante afroperuana Eva Ayllón y el pianista cubano Gonzalo Rubalcaba.

Considerada embajadora del fado en todo el mundo, Mariza presentará al público neoyorquino temas de su disco "Terra" (2008), el sexto de su carrera, que comenzó hace menos de diez años, que la cantante considera su obra cumbre.

El fado es la expresión más conocida internacionalmente de la música portuguesa reconocida mundialmente y a través de ésta se expresan los malos momentos de la vida a través del canto.

En este nuevo álbum la portuguesa, que se presentó en el Carnegie Hall en 2007, experimenta con una mezcla cosmopolita estilos tan diferentes como el jazz, el flamenco o el folk, siempre con un sonido portugués. Para "Terra" se hizo acompañar por el guitarrista Dominic Miller, que ha acompañado a Sting en los últimos 20 años, el pianista cubano Chucho Valdés, y las voces de Concha Buika o el caboverdiano Tito París.

En el concierto en Carnegie, "Mariza y sus amigos" tendrá como invitados a Ayllón, nominada a un Grammy latino en la categoría de Mejor álbum folclórico y el virtuoso cubano Rubalcaba. Este será el único concierto en Nueva York de Mariza, que busca conquistar el mercado latino.

Mariza no Carnegie Hall

No próximo dia 21 de Novembro, pelas 20 horas, Mariza actuará, num concerto único e imperdível, na mítica sala de concertos de Nova Iorque – Carnegie Hall – acompanhada de dois convidados muito especiais: a cantora peruana Eva Ayllón e o pianista cubano Gonzalo Rubalcaba.


BILHETES




Mariza em Concerto de Natal no Campo Pequeno

www.jornaldigital.com, 3 de Novembro de 2009

Rui Veloso, Mariza, Paulo Gonzo, Carminho, Ricardo e Shout vão estar juntos num espectáculo único de Natal, no dia 19 de Dezembro no Campo Pequeno, em Lisboa, às 22h00.

Além dos maiores sucessos de cada um dos artistas, o espectáculo contará também com «algumas das mais belas e conhecidas canções de Natal», assegura o comunicado de imprensa.

Os bilhetes já estão à venda nos locais habituais por preços que variam entre os 15 e os 60 euros. O início está marcado para as 22h00.



ROSA BRANCA
(José de Jesus Guimarães / Resende Dias)

Reportagem RTPN
www.rtp.pt
Mariza na cerimónia de abertura da XIX Cimeira Ibero-Americana
29 Novembro 2009

Coliseu dos Recreios

Concerto de Mariza.
Coliseu dos Recreios, Lisboa, Portugal
31 de Outubro de 2009
Fotografias de António José Ribeiro
www.moroemlisboa.blogspot.com





























Top +



Reportagem TOP +
www.rtp.pt

Concertos nos Coliseus de Lisboa e Porto
31 Outubro 2009

Jornal Nacional



Reportagem Jornal Nacional
www.tvi.iol.pt

Entrevista no Coliseu do Porto
25 Outubro 2009

Mariza no Coliseu do Porto

texto de André Gomes
fotografias de Cristina Pinto Pinto
www.blitz.aeiou.pt, 30 de Outubro de 2009

Há um caso de amor entre Mariza e o público português. Ontem à noite, no Coliseu do Porto, a fadista contou que o pai nasceu em Cedofeita... Saiba como correu a noite.

Na primeira de duas noites no Coliseu do Porto, o inevitável: sala mais do que cheia para receber a fadista que mais fronteiras quebrou entre Portugal e o mundo nos últimos anos, Mariza.

Quando se abrem as grandes cortinas azuis do Coliseu, onde se projectava à chegava a palavra "terra", irrompe do palco um vulto esguio e alto – muito alto – que é o de Mariza, que enverga um longo vestido azul que amplia a sua rara aparência de fadista. Pouco depois abre a voz e o encanto do público começa ali mesmo, sem grandes segredos ou feitiços, mas com sintonia total.

O centro das atenções ali é o último disco Terra, mas o palco da confidência abre-se caracteristicamente pela primeira vez com "Maria Lisboa", da eterna Amália, deixando no ar um notório respeito pela história do fado. E depois as canções vão-se seguindo, e dali até ao final é possível ver e ouvir muitos elementos estranhos a uma noite de fado: um baixo em modo quase slap, uma bateria, músicos com headphones ou auriculares, um órgão da Roland, um trompete, solos de percussão. Tudo muito profissional e cuidado, tudo acontecido ao pormenor.

Às tantas torna-se um pouco difícil perceber quando começa o espectáculo e termina o concerto, apesar da qualidade inegável dos músicos e da voz tecnicamente perfeita de Mariza. O que falta por vezes é o espaço para o improviso e a espontaneidade. Entre arranjos mais ou menos felizes, Mariza apresenta um disco de amigos e de viagens em "Beijo de Saudade" (com cheiro a Cabo Verde, não fosse esta uma canção que partilhou com Tito Paris), canta Florbela Espanca no poema "Vozes do Mar" (que explora os elementos do mar, da saudades, de Portugal e de Camões), busca inspiração na dupla Carlos Tê e Rui Veloso em "Morada Aberta" e toca o fado mais tradicional numa das canções que lhe é mais querida: "Fado Primavera". Volta a Amália para uma versão surpreendente e algo incaracterística de "Barco Negro" – com mais percussão que o habitual – e não muito depois chega um muito celebrado solo de bateria, mais conhecido aos concertos de hard rock que aos palcos do fado.

Mas nos músicos que acompanham Mariza há um que se destaque pela juventude e pela técnica: Ângelo Freire, que ao lado de Bernardo Couto deixa descansados aqueles que temem pelo futuro da guitarra portuguesa. É ele que brilha no habitual momento de fado instrumental (que Mariza chamou e bem de "guitarrada"), que fugiu um tudo ou nada para o país vizinho e para o flamenco, é ele que guia a banda pelos ritmos folclóricos de "Feira de Castro". Mas isso não surpreende: não são raras as vezes em que Mariza deixa o fado resvalar para outros territórios, na tentativa, quem sabe, de o fazer sair da sua área de conforto e abraçar o mundo com outras pertenças e perspectivas.

Mas foi também o conforto que levou Mariza a contar a história da sua vida, a forma como chegou ao fado. As memórias de cantar na casa de fados dos pais no Bairro da Mouraria e de ficar para lá da hora permitida a observar da porta do seu quarto os movimentos do fado pela noite dentro. "Tasco da Mouraria" sintetizou essas recordações de infância e gerou uma intimidade que só foi ultrapassada quando já em encore Mariza e meia banda apenas se soltaram as amplificações, desceram o palco e fizeram do coliseu uma verdadeira tasca. No melhor dos momentos da noite, o fado quase silente obrigou a um silêncio de respeito e admiração por parte dos presentes.

Quando Mariza lançou o convite para um pezinho de dança e repetiu "Rosa Branca" mesmo no fechar a cortina já tinha passeado a sua voz pelos corredores do coliseu, saudando o público e levando-o a uma de várias ovações em pé; já tinha contado que o seu pai nasceu no Porto, mais precisamente em Cedofeita, e já tinha cumprimentado a sua tia que apesar da idade não recusou levantar-se; já tinha interpretado "Gente Da Minha Terra"; já tinha ganho o público há muito muito tempo. Esteve sempre ganho, aliás. Quem ali veio já sabia ao que vinha, apesar de Mariza ter demonstrado surpresa por ver tanta gente. Entre tantas surpresas, o público celebrou o fado de Mariza e a fadista fez a corte que se exige. É um caso de amor eterno e nada parece indicar que esta relação termine tão cedo.






















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Excerto da entrevista de Balsemão a Mariza

A entrevista foi feita para a edição comemorativa dos 25 anos da revista 'Blitz' e será transmitida na íntegra no próximo domingo, 1 de Novembro, na SIC Notícias.
A revista Blitz é posta à venda na sexta-feira dia 30 de Outubro.

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Mariza em produção fotográfica para a Caras

Mariza em produção exclusiva para a revista Caras.
Leia a entrevista na revista desta semana, número 742. Já nas bancas.

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Mariza actua nos Coliseus antes de regressar aos EUA

de Luís Filipe Rodrigues
Diário de Notícias, 28 de Outubro de 2009

Cantora apresenta 'Terra' ao vivo em quatro concertos praticamente esgotados, no Porto e em Lisboa. Este ano deve ainda ser editado em DVD um outro espectáculo.


É, há muito, um cliché dizer que Mariza é a mais internacional das cantoras portuguesas. Não deixa, contudo, de ser verdade. Os seus discos são editados um pouco por todo o mundo, actua ao vivo nos cinco continentes, já foi nomeada para os Grammys latinos em duas ocasiões, e chegou a actuar em programas televisivos de referência, como o Late show with David Letterman ou o Later with Jools Holland. Há já uns anos, foi a única portuguesa a actuar no Live 8. Agora, a cantora traz o seu mais recente álbum, Terra, aos Coliseus. Amanhã e sexta-feira apresenta-se no Porto. No fim-de-semana chega a Lisboa.

"Estes concertos não vão andar muito longe daquilo que a Mariza fez na digressão que apresentou Terra em todo o mundo", contou ao DN o manager João Pedro Ruela. Ao mesmo tempo, a artista, que em Agosto se estreou no Sudoeste, será acompanhada pelos músicos do costume, ou seja: "Ângelo Freire, na guitarra portuguesa, Diogo Clemente, na viola de fado, Marino de Freitas, no baixo acústico, Vicky Marques na bateria e percussão, e Simon James, no piano e no trompete". E ainda haverá um convidado especial, cujo nome não foi revelado, e que vai acompanhar a diva nos quatro espectáculos.

Apesar de chegar, finalmente, às grandes cidades com um espectáculo que já correu o mundo, a intérprete não deixa de estar nervosa. "Está preocupada porque não quer desapontar as pessoas que gostam da sua música no seu próprio país", confirma o agente. No seu entender, estas actuações são importantes porque, apesar de estar há mais de um ano em digressão pelos quatro cantos do mundo, só agora é que a cantora, que não gosta se apelidar de fadista, apresenta Terra no Porto e em Lisboa.

De momento, não há planos para a edição em disco destes concertos, mesmo que, segundo João Pedro Ruela, as actuações sejam gravadas, "como de resto acontece sempre". Não obstante, o agente anunciou que antes do Natal o mercado DVD deverá assistir ao lançamento de um concerto ao vivo de Mariza. "Estamos a trabalhar neste momento na edição de um DVD para este Natal", contou. "Filmámos o concerto de apresentação em Santarém, na Monumental Praça Celestino Graça, e estamos a trabalhar no sentido de editá-lo ainda este ano".

É impossível saber como vão correr os espectáculos nos Coliseus, mas lá fora a mais recente digressão da cantora tem sido um sucesso. Ainda este mês, a tom de exemplo, a vocalista estreou-se ao vivo no Japão, alguns dias depois de ter voltado a esgotar a Opera House de Sydney, na Austrália.

E o exigente público norte-americano também parece rendido à voz da portuguesa. No início de 2009, a cantora deu cinco dezenas de concertos nos Estados Unidos. Agora, meio ano depois, vai passar por várias cidades onde não tocou na altura.

"É, de facto, muito bom. Até porque, no mesmo ano, vamos repetir um concerto em Manhattan". João Pedro Ruela refere-se à actuação no Carnegie Hall, em Nova Iorque, que vai servir de palco à última data desta digressão, a 21 de Novembro. Fizemos o Town Hall no início do ano, agora chegamos ao Carnegie Hall".

Mariza: "Chamarem-me fadista é um elogio"

de Ana Vitória
Jornal de Notícias, 26 de Outubro de 2009

Qual caravela quinhentista, Mariza diz que andou nos últimos sete anos à descoberta e a viajar sem descanso para trazer algo no regresso. É assim que explica o mais recente trabalho, "Terra", lançado no ano passado. Depois de apresentações internacionais que a levaram a diversos países, como a Tailândia, a Austrália ou o Japão, a fadista está de regresso a Portugal para apresentar "Terra" ao vivo, nos coliseus do Porto -na próxima quinta-feira e no dia seguinte - e de Lisboa, a 31 deste mês e a 1 de Novembro. Quando acabar este périplo, terá feito 120 concertos.

Como vão ser os espectáculos?

Baseia-se estritamente no disco "Terra". Tenho-o estado a apresentar em várias salas internacionais, mas ainda não o tinha feito no Porto e em Lisboa. Não será um espectáculo diferente do disco, porque acho que o público português merece ver na integra o que tenho feito nos mercados internacionais.

Quem são os músicos que a acompanharão?
Ângelo Freire, na guitarra portuguesa; Marino de Freitas, no baixo; Diogo Clemente, na guitarra clássica; Vicky, na percussão, e Simon James, no piano e na trompete. E terei Tito Paris como convidado.

Dos fados que tem cantado ao longo dos últimos anos, há algum com que mais se identifique?
Penso que me identifico muito com "Ó gente da minha terra". Apesar de as pessoas acharem que foi a Amália que o tornou famoso, isso não corresponde à verdade. Encontrei o poema num livro e pedi a um amigo, o Tiago Machado, que o musicasse. Acho que este "Ò gente da minha terra" simboliza muito Portugal e os sítios por onde passei. Também esses públicos estrangeiros que me foram ouvir são gente da minha terra. E, depois, há um fado que também adoro, "Primavera", esse, sim, popularizado pela Amália. Desde o primeiro dia que o ouvi que sinto uma ligação muito forte cuja razão não sei explicar.

Quando a Mariza era criança e já gostava de cantar, conhecia os fados de Amália Rodrigues?
Por incrível que pareça, comecei a ouvir Amália muito tarde. Tinha para aí 17 anos. Ia numa rua de Lisboa e ouvi uma voz belíssima que saía das colunas de uma discoteca. Entrei, perguntei quem era que estava a cantar e comprei o disco "Barco negro". Foi o primeiro que comprei com o meu dinheiro.

Qual é a sua memória mais antiga do fado?

Recordo-me de ser criança e de ir para a cama com um "walkman" verde que o meu pai me comprou e onde ele gravava sempre o mesmo fado de ambos os lados da cassete. Ia deitar-me com aquele fado sempre a correr e, no dia seguinte, já o sabia de cor. E recordo-me de ser pequenina e de estar no restaurante dos meus pais e ficar à espera de que me pedissem para cantar. Chamavam-me passarinho. E eu ficava sentada, a brincar com as franjas de um xaile pequenino, à espera desse momento mágico. Para mim, aquilo era importantíssimo. Era a melhor fase do dia.

Continua fascinada com o som da guitarra portuguesa, como lhe acontecia nesse tempo?
Sim. A guitarra é um instrumento imprevisível. Tanto chora quando estamos a cantar um fado, como ri. A forma como responde à voz é sublime. Então, se tivermos um bom executante, como tenho a felicidade de ter, o que acontece o tempo todo é um namoro entre a voz da guitarra e a minha voz.

Refere-se sempre a si própria como cantora. Não incorpora ainda a palavra fadista?
Para mim, chamarem-me fadista é um elogio, porque no bairro onde morei, na Mouraria, quando se chamava fadista a alguém, era uma forma de se elogiar essa pessoa. Ora, não me vou elogiar a mim própria. Não tem sentido fazê-lo.

Neste ano, participou pela primeira vez no Festival Sudoeste. Como foi essa experiência?

Muito engraçada. As pessoas, em Portugal, não têm a noção de que faço muitos festivais no estrangeiro. E, então, ficaram surpreendidas por me verem no Sudoeste. Com tanta expectativa, comecei a ficar nervosa. Aliás, fico sempre muito nervosa antes de um concerto. Mas, ao chegar ao sítio, percebi que a ideia que eu tinha do Sudoeste não estava errada. Aquilo é um bocado o Woodstock dos meus dias. Senti-me em casa. Cantei os temas de "Terra" e correu bem.

Acha que há publicos diferentes?
Sim. Se se assistir a dois concertos meus, em dias seguidos, perceber-se-á que serão diferentes. E isto aontece porque é o público que manda no espectáculo e que, com a sua reacção, determina como ele deve correr. Diria que 50% do que acontece em palco é determinado pelo público.

"Terra" é um trabalho que inclui várias influências, embora o fado esteja sempre presente...
Nos anos de digressões sucessivas pelo estrangeiro, além de levar a minha música, também fui tendo contacto com outras culturas, outras estéticas. É natural que tenha assimilado muita coisa. O disco dá conta dessa minha evolução e dá também essa ideia de viagem, de percurso.

Balsemão entrevista Mariza para os 25 anos da Blitz

de Marina Marques
Diário de Notícias, 24 de Outubro de 2009

A comemorar um quarto de século, a edição especial da 'Blitz' que chega sexta- -feira às bancas revisita os últimos 50 anos da música portuguesa.


"Uma espécie de festa da música portuguesa." É assim que Miguel Cadete, director da revista Blitz, define a próxima edição, que na sexta-feira chega às bancas, um número especial, de coleccionador, com 164 páginas. Isto porque, para comemorar os 25 anos do título, a revista decidiu surpreender os leitores e revisitar os últimos 50 anos da música nacional. Uma entrevista a Mariza conduzida por Francisco Pinto Balsemão e outra a David Fonseca, pelo jornalista de política Ricardo Costa, são duas das novidades apresentadas.

"Para esta edição, queríamos jornalistas que não fossem da área musical, para conseguirmos perspectivas diferentes", explicou ao DN Miguel Cadete. "Como sabia que Francisco Balsemão é fã da Mariza, convidei-o para fazer a entrevista", adiantou. "E, tal como a de Ricardo Costa ao David Fonseca, acho que resultou muito bem. Para além da carreira musical, são abordados aspectos mais pessoais", justificou Miguel Cadete.

A eleição dos melhores discos e das melhores canções da música portuguesa, por décadas, desde a de 60 até à primeira deste século, é outra das apostas para esta edição especial. Estas listas dos melhores, eleitos pela Academia Blitz - constituída por artistas, músicos, editores, agentes, jornalistas e críticos - é contextualizada por artigos de enquadramento para cada uma das décadas. Luís Pinheiro de Almeida escreve sobre a década de 60, José Niza assina o artigo dos anos 70, Miguel Cadete dá a sua visão, enquanto consumidor de música dos 80, Henrique Amaro testemunha a última década do século XX e João Miguel Tavares fala sobre os últimos dez anos da música nacional. O retrato de "alguns dos monstros sagrados" dos últimos 50 anos do panorama musical português é outro dos destaques deste número 41 da revista Blitz. Amália, Carlos Paredes, José Afonso, António Variações, Xutos & Pontapés e Madredeus são alguns dos exemplos.

Com uma edição mais cuidada ao nível da fotografia, Miguel Cadete destaca ainda a publicação de 15 retratos, a preto e branco, de artistas nacionais, realizados pelo fotógrafo Simon Frederik para a exposição By Invitation Only e que agora são publicados pela primeira vez.


Mariza tem mais uma data no Coliseu do Porto

www.blitz.aeiou.pt, 16 de Outubro de 2009

Foi acrescentada mais uma dara à passagem de Mariza pelos coliseus. A fadista vai actuar no Coliseu do Porto a 29 de Outubro, como anunciado, e também a 30 do mesmo mês, revela a Música no Coração.

No Coliseu de Lisboa, os espectáculo acontecem a 31 de Outubro e 1 de Novembro.

No Porto, os bilhetes custam entre 18 euros e 40 euros; em Lisboa, vão dos 20 euros aos 50 euros.